quinta-feira, 23 de abril de 2009

"Nothing elsa Matter"

Quando você morre todas as suas paranóias se acabam,  mas só quando você morre. O que era guardado se revela, e tudo faria mais sentido, se você estivesse vivo, claro, por isso funerais tem capacidades reveladoras, onde as verdades brotam de uma ou outra lagrima, ou sorriso para os mais bem aventurados ( ou filhos da puta).

Antes disso, a morte pode vir tarde demais, em um ponto onde as paranóias estão tão entrincheiradas que não se consegue mais saber o que é fato, o que é mentira e o que é paranóia. As pessoas não conversam com você, e não te tratam mal, em um ponto que você se sente apenas um coadjuvante em algumas poucas vidas, filhos, esposa, pais. Desta forma fica impossível se tomar decisões, se fazer algo, se ter certeza de algo, e as paranóias entram no seu pior estado, diria o estado terminal se fosse uma doença ( disse se fosse ) elas te guiam para diversos caminhos, alguns conseguem resistir por algum tempo, não muito longo apoiados em sentimentos como amor, tesão, paixão, cobiça.

 Mas não agüentam, param de rir, e falta de riso leva a falta de fala, que leva a falta de prazer, que termina na falta de vontade, e nada mais importa. 

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"Somente sua opinião"

Até onde vai a ignorância? E melhor, até onde vai a fé? Assim como oportunamente o peixe de babel explica a não existência de deus com uma conexão lógica, porém obscura, as crenças, em um grau muito mais suave, confirmam sua ignorância, não digo como regra filosófica, mas sim como regra comportamental.

Eu estive pensando no que fiz pra você? Receio que nada, o que é bem pior. A novidade? È que agora eu te odeio. Circundamos ao redor do ódio, esse sim o coadjuvante dos sentimentos paranóicos, as pessoas odeiam muitas vezes não por algum motivo especifico e sim pelo simples fato de serem odiadas também, as vezes odeiam as pessoas que gostam dela e as que não gostam, as vezes odeiam somente as que também alimentam o sentimento, ou no pior caso, odeiam as que lhes gostam e gostam das que lhes odeiam. Isso é clássico e por mais que eu pense não consigo encontrar o motivo de tal inversão, ponho a culpa, mais uma vez, nas paranóias.

Existem paranóias de todos os jeitos, cores e sabores, pessoas problemáticas podem inventar milhões de paranóias, mas não seria uma paranóia inventar paranóias? Mas uma que me chama atenção é a paranóia de não conseguir conviver com o fato de que é odiado, até este ponto tudo bem, pois ninguém gosta de ser odiado (ou não). O problema vem de achar que todos o odeiam, isso sim é um problema grave, e no caso, é pior que paranóias de perseguição adocicadas por estrelas e passeios pelas florestas de Campinas. No momento que você acha, ou de fato é, odiado, as coisas ficam mais cinzas, bem aventurados os que passam por cima de tudo, e assassinos, traficante ou chatos os que convivem com isso.

As vezes simplesmente não se consegue, mesmo que se tente, as vezes não se ouve, as vezes o barulho é tanto que preferia não ouvir nada, as vezes não se enxerga e de repente os holofotes te ofuscam de uma maneira que só se faz fechar os olhos, e te senta no chão, e já não vai mais para lugar nenhum, as vezes a culpa não é sua, mas ficar se culpando por tudo é sempre sua culpa, então cale a boca, ponha uma venda e faça o que for necessário, não se esqueça do segredo, esta é só a sua opinião!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Hãn!?

Para que? Para Nóia

Para que? Para Nóia

Para que? Para Nóia