Por nunca saber o que falar é que se cala.
E por nunca saber o que falar se fala demais.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Ironman
Rahzel, essa batida sai boca à fora com mais violência:
E se este mundo for o inferno de outro planeta?
E se este mundo for o inferno de outro planeta?
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Ele e Ela
Ela nunca tinha sido amada
Ele amava tudo, e todos, as coisas, animais, pessoas
Ela o amou desde o momento que o viu
Ele fazia de tudo para escutar aquelas palavras dela
Ela era muito fraca, não era fácil demonstrar pensamentos desconhecidos
Os gestos, as tentativas, as besteiras
Observava e ria com seu olhar e sua calma
Era sincera em suas lagrimas, pois não tinha certeza sobre seus pensamentos
Os quais não sabia o que significava, e tinha raiva
Raiva pois não acreditava que o amor poderia ser uma loteria
E não é
Ele sabia o que fazer, e fazia com a certeza de sentimentos bem definidos
Ela temia por ferir os sentimentos dele, sem ter culpa
Assim foram meses, anos, e ambos agüentaram
Ele não mandava cartas, nem flores, nem livros
E ela já percebia que ele não à amava mas
Ele ainda à amava
Ela não queria daquela maneira, se pudesse voltaria o que antes era
Ele não queria mais ela
Não conseguia lhe dizer tudo
E assim iriam viver, para sempre, uma prisão de sentimentos e receios
Ele cai no chão, e o sangue começa a ser visto em poças ao redor de seu corpo
Ela grita e o abraça
Ele apenas a olha até morrer
Suas ultimas palavras foram eu te amo
Ele amava tudo, e todos, as coisas, animais, pessoas
Ela o amou desde o momento que o viu
Ele fazia de tudo para escutar aquelas palavras dela
Ela era muito fraca, não era fácil demonstrar pensamentos desconhecidos
Os gestos, as tentativas, as besteiras
Observava e ria com seu olhar e sua calma
Era sincera em suas lagrimas, pois não tinha certeza sobre seus pensamentos
Os quais não sabia o que significava, e tinha raiva
Raiva pois não acreditava que o amor poderia ser uma loteria
E não é
Ele sabia o que fazer, e fazia com a certeza de sentimentos bem definidos
Ela temia por ferir os sentimentos dele, sem ter culpa
Assim foram meses, anos, e ambos agüentaram
Ele não mandava cartas, nem flores, nem livros
E ela já percebia que ele não à amava mas
Ele ainda à amava
Ela não queria daquela maneira, se pudesse voltaria o que antes era
Ele não queria mais ela
Não conseguia lhe dizer tudo
E assim iriam viver, para sempre, uma prisão de sentimentos e receios
Ele cai no chão, e o sangue começa a ser visto em poças ao redor de seu corpo
Ela grita e o abraça
Ele apenas a olha até morrer
Suas ultimas palavras foram eu te amo
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
E então eu ouvi as cores.
A maldição foi lançada no meio de uma tarde de sexta feira. A caixa de cerveja no meio da cozinha, limões espremidos na pia, açucar, um balcão na piscina. A porta não trancava mais. Fomos na montanha-russa. Ainda não sei dizer onde estávamos. Era um mundo à parte. Longe da cidade, mas cercado por ela. "Intero! É isso memo que eu to falano!!!" Começo a andar pela estrada de terra. Casas se entrelaçavam com as árvores... O cérebro já estava acelerando bastante. Volto pro bar já sem muita noção do tempo, guiado pelas marteladas no ouvido. O mundo estava amplificado. O drink era azul fluorescente e o copo era a cabeça do homem-de-lata. Ainda no tronco da árvore... Eu me olhei no espelho e meus olhos eram negros. Sem íris nem córnea, apenas dois vazios. De volta em lugar nenhum, encontro os outros dois. Minha visão pairava perto das copas das árvores agora. Eu me via. Três figuras no meio da escuridão. Medo misturado com coragem. Eu queria sair andando em uma direção e não parar por nada. O turbilhão de assuntos e perguntas que surgiam de todas as frestas que meus olhos fitavam girava inexoravelmente. Eu tinha as respostas pra tudo. Tudo se destrinchava diante de mim. Qualquer gesto eu traduzia. E não conseguia parar, mesmo que quisesse. O passado se misturava... não havia ordem alguma. Falar pedregulho angústia céu saber lembrança depois nervos inútil veneno vestindo vermelho colina agonizavam calafrios pedras. Sozinho. O vento arranhava as cordas do violão. Completamente escuro. Saí andando até que avistei o carro que me procurava. Eu vi mesmo o carro? Voltei... Voltei de novo... E voltei outra vez. Deitado sobre o parapeito, bastava decidir: esquerda ou direita... Viver ou terminar. Voltamos pra montanha-russa. Havia uma planta cinza no teto... Movendo-se; crescendo e diminuindo... Arrastando-se. Florescendo e morrendo... E sujeira nas lâmpadas. O céu já estava azul novamente. Meu corpo não queria dormir.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Ela e Ele
Suas primeiras palavras foram eu te amo
Ela se acostumou a ser amada
E ele a amou desde o instante que à viu
Tremia e suava e não sabia o que sentia
Ela era muito forte para isso, apenas observava
Os gestos, as tentativas, as besteiras
Observava e controlava com seu olhar e sua calma
Era sincera em suas lagrimas, mais temerosa em seus pensamentos
Os quais não gostaria de estar pensando por pena Pena de um sentimento que ela não sabia o que era
Muito menos ele
Mas ele sabia o que fazer, e fazia estando certo ou errado
Ela temia por ferir os sentimentos dele, e por ser estúpida nos seus
Assim foram meses, anos, e ambos agüentaram
Ele não mandava cartas, nem flores, nem livros
E os sentimentos dela se tornaram pacíficos aos seus demônios
E mortais aos dele
Ela não queria daquela maneira, se pudesse voltaria o que antes era
Ele não queria mais ela
Suas fraquezas frias não podiam aflorar
E assim iriam viver, para sempre
Ele cai no chão, e o sangue começa a ser visto em poças ao redor de seu corpo
Ela grita e o abraça
Ele apenas a olha até morrer
Suas ultimas palavras foram eu te amo
Ela se acostumou a ser amada
E ele a amou desde o instante que à viu
Tremia e suava e não sabia o que sentia
Ela era muito forte para isso, apenas observava
Os gestos, as tentativas, as besteiras
Observava e controlava com seu olhar e sua calma
Era sincera em suas lagrimas, mais temerosa em seus pensamentos
Os quais não gostaria de estar pensando por pena Pena de um sentimento que ela não sabia o que era
Muito menos ele
Mas ele sabia o que fazer, e fazia estando certo ou errado
Ela temia por ferir os sentimentos dele, e por ser estúpida nos seus
Assim foram meses, anos, e ambos agüentaram
Ele não mandava cartas, nem flores, nem livros
E os sentimentos dela se tornaram pacíficos aos seus demônios
E mortais aos dele
Ela não queria daquela maneira, se pudesse voltaria o que antes era
Ele não queria mais ela
Suas fraquezas frias não podiam aflorar
E assim iriam viver, para sempre
Ele cai no chão, e o sangue começa a ser visto em poças ao redor de seu corpo
Ela grita e o abraça
Ele apenas a olha até morrer
Suas ultimas palavras foram eu te amo
domingo, 4 de janeiro de 2009
O Ancião
Costuro um pólo vermelho e uma Belina, já em alta velocidade, os sons dos carros passam rapidamente como memórias que vem e vão, os pontos do poste se tornam linhas, e as linhas se entrelaçam, todos os pedestres aparentemente estáticos na avenida parecem estar olhando para você, mas você não gosta de ser olhado nem observado, liguei o radio e saí da cidade, chovia bastante, alguns minutos depois olho para o lado, e no banco do passageiro surge o ancião, e diz: “Você acha que isso é seu? Acha que a vida é sua? Devolva minha vida”
Eu não vi a curva...
Eu não vi a curva...
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Liu Kang
"Será que esse 1/6 vai bater?"
1/2 Caixa pra dois e a caipirinha no bule, pra um.
"Cara, você lavou a mão? Tá um sol do caraleo, toma cuidado com essa porra de limão."
Vasos quebrados, cadeiras na piscina e a mão queimada.
Essa tarde foi 1/6 de uma noite imprevisível.
O melhor de sair em outra cidade, em um lugar remoto, perdido no meio da civilização, é ser só mais um. O poblema é que não era só mais um, eramos um grupo. O no deserto quando um grupo é avistado ao longe torna-se fácil sua identificação. O deserto agora recebia pitadas de insanidade.
Na verdade o local era bem fresco, próximo a um lago. Um rock bar em pleno sítio, que só pelo caminho percorrido e por sua entrada já compesava a viajem. O interessante é que de tão escondido, a entrada em tal lugar mais parecia um chamado, impossível entrar de entrar ou o encontrar sem um guia. Após uma tentativa frustrada de reconhecimento territorial e algumas brejas, perguntei que horas eram, me responderam: "Quase meia-noite". Era a Hora. O local fresco e arejado, com cerveja gelada e clima agradável, começou a me derreter, mas me derretia numa velocidade incrível, meu coração pedia por sair pela minha boca,aquilo parecia O Inferno. A banda ficou agressiva, as pessoas começaram a bater cabeças. Minha cabeça parecia estar no meio da roda (se não a própria roda), tamanha confusão do momento.
"Cara, vo derretê. Parece que tô no Atacama porra."
"Cê não tá muito legal né, dá um pouco disso pra mim?"
O grupo já não era mais grupo, tanto que se tornou comum a pergunta: "ae, cê viu o Yohan ou o Péricles por ae?". O bizarro é que todo instante que alguém fazia essa pergunta todos se encontravam casualmente.
As duas rodas do velho oeste marcavam a saída para um novo mundo, uma estrada de terra, com eucaliptos nas laterais, que escondiam, do lado direito, um lago tentador, e na esquerda sabe-se lá o quê; esse caminho, de início, bem iluminado, tornava-se, mais a frente, desconhecido e impossível de saber o que nos aguardava.
Na escuridão fomos recepcionados por mulheres as quais a metade inferior do corpo estava enterrada e a metade superior ficava à mostra. Tal parte à mostra era acolhedora, os braços abertos com a cabeça encostando no ombro dizia: "Venha filho, não tenha medo, conte-me tudo o que se passa, suas alegrias, seus sofrimentos, seu alívio será imediato". Sofrimento foi ver que, com o aproximar, as mulheres secaram e se transformaram em troncos de eucalipto distribuídos pela mata.
Após desbravar Gaia, retornamos à selvajaria. O local estava sereno. A cantoria ao longe foi como uma hipnose, clamando por companhia. O mestre do ritual era misterioso, pouco conversava. Recebia os pedidos, concentrava-se por alguns segundos, estabelecia algum tipo de conexão mental, e iniciava o mantra certo para a pessoa certa. Ele era famoso, e quando percebeu que sua presença já não passava por despercebida, terminou instantaneamente o ritual, empunhou seu violão, desceu até as rodas do velho oeste e desapareceu.
Confundir luzes de Natal com labaderas.
Luzes de Natal, curto-circuito, árvore pegando fogo.
Será que a distância entre realidade e ilusão é tão grande assim?
Paranóia, ponte unificadora.
1/2 Caixa pra dois e a caipirinha no bule, pra um.
"Cara, você lavou a mão? Tá um sol do caraleo, toma cuidado com essa porra de limão."
Vasos quebrados, cadeiras na piscina e a mão queimada.
Essa tarde foi 1/6 de uma noite imprevisível.
O melhor de sair em outra cidade, em um lugar remoto, perdido no meio da civilização, é ser só mais um. O poblema é que não era só mais um, eramos um grupo. O no deserto quando um grupo é avistado ao longe torna-se fácil sua identificação. O deserto agora recebia pitadas de insanidade.
Na verdade o local era bem fresco, próximo a um lago. Um rock bar em pleno sítio, que só pelo caminho percorrido e por sua entrada já compesava a viajem. O interessante é que de tão escondido, a entrada em tal lugar mais parecia um chamado, impossível entrar de entrar ou o encontrar sem um guia. Após uma tentativa frustrada de reconhecimento territorial e algumas brejas, perguntei que horas eram, me responderam: "Quase meia-noite". Era a Hora. O local fresco e arejado, com cerveja gelada e clima agradável, começou a me derreter, mas me derretia numa velocidade incrível, meu coração pedia por sair pela minha boca,aquilo parecia O Inferno. A banda ficou agressiva, as pessoas começaram a bater cabeças. Minha cabeça parecia estar no meio da roda (se não a própria roda), tamanha confusão do momento.
"Cara, vo derretê. Parece que tô no Atacama porra."
"Cê não tá muito legal né, dá um pouco disso pra mim?"
O grupo já não era mais grupo, tanto que se tornou comum a pergunta: "ae, cê viu o Yohan ou o Péricles por ae?". O bizarro é que todo instante que alguém fazia essa pergunta todos se encontravam casualmente.
As duas rodas do velho oeste marcavam a saída para um novo mundo, uma estrada de terra, com eucaliptos nas laterais, que escondiam, do lado direito, um lago tentador, e na esquerda sabe-se lá o quê; esse caminho, de início, bem iluminado, tornava-se, mais a frente, desconhecido e impossível de saber o que nos aguardava.
Na escuridão fomos recepcionados por mulheres as quais a metade inferior do corpo estava enterrada e a metade superior ficava à mostra. Tal parte à mostra era acolhedora, os braços abertos com a cabeça encostando no ombro dizia: "Venha filho, não tenha medo, conte-me tudo o que se passa, suas alegrias, seus sofrimentos, seu alívio será imediato". Sofrimento foi ver que, com o aproximar, as mulheres secaram e se transformaram em troncos de eucalipto distribuídos pela mata.
Após desbravar Gaia, retornamos à selvajaria. O local estava sereno. A cantoria ao longe foi como uma hipnose, clamando por companhia. O mestre do ritual era misterioso, pouco conversava. Recebia os pedidos, concentrava-se por alguns segundos, estabelecia algum tipo de conexão mental, e iniciava o mantra certo para a pessoa certa. Ele era famoso, e quando percebeu que sua presença já não passava por despercebida, terminou instantaneamente o ritual, empunhou seu violão, desceu até as rodas do velho oeste e desapareceu.
Confundir luzes de Natal com labaderas.
Luzes de Natal, curto-circuito, árvore pegando fogo.
Será que a distância entre realidade e ilusão é tão grande assim?
Paranóia, ponte unificadora.
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