segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Hora

Essa é a hora, não tem mais ninguém, você é um ponto discreto, longe de todos e de tudo, como nunca esteve antes até o amanhecer, as luzes se apagam, e você culpa, culpa aos outros, e culpa a si mesmo, poderia entender.
As paranóias te abraçam saindo dos mais obscuros lugares, não existem mais lagrimas, já viraram razão da mesma forma que a dor virou ódio e que o ódio virou vingança. Você sente, o veneno saindo do coração e sendo jogado no resto do corpo, faz planos, frases, textos, tudo na mais perfeita arquitetura.
A hora na sua vida que você mais tem coragem, onde sábios homens com toda a razão do mundo se tornam palhaços com piadas ácidas.
Os mais amados são degolados e quem sobrevive percebe a verdadeira importância de ser. Importância injusta e desonesta, claro, os que mais te amam são deixados de lado e os inimigos exaltados.
È a hora do engano, da dor, da culpa, do ódio, da vingança.
Nunca durma sóbrio, nunca durma só!