sábado, 20 de dezembro de 2008
Labaredas e o Filhote
Não era perto da cidade, e estrada se fechava de uma maneira sinuosa, mas todos sabiam que ela nunca se fecharia por completo, o carro parou num lago, um pântano, e logo as pessoas se amontoaram, a som que tocava vinha de cima de um tanque grande, alguns metros, as pessoas começaram a se aproximar mais, podia ver o rosto delas próximas de mim como se desejassem algo que somente eu possuía, neste momento da grama subiram labaredas, que dançavam entre as pessoas, policiais tentavam conter as chamas, mas aparentemente ficaram tão hipnotizado quanto eu e todo o resto, as chamas agora se aproximavam rapidamente, e começavam a queimar a minha pele, tumores começaram a brotar dela, na medida que a atenção se voltava para mim, uma mulher se aproximou demais, pois os braços no meu ombro, e seu sangue escorria pela minha camiseta, não entendia como, mas de alguma maneira os braços delas estavam perfurados por espinhos, neste momento perdi o controle, sai correndo para a luz mais próxima, entrei dentro de uma casa, lá estava o anfitrião, embalando seu filho no colo, enrolado em panos brancos, a musica se vira para a mente do anfitrião, que me da seu filho no colo, nesse momento percebo que não se tratava de uma criança, e sim de um cachorro, pequeno , branco e peludo, de uma forma carinhosa, e agradável, juntei-o ao meu peito, não sabia ao certo se eu estava protegendo o filhote ou se ele me protegia, acredito mais na hipótese dele ter salvado minha vida aquela noite. Daquela posição só sai horas depois, quando o anfitrião iria fechar o lugar, o cachorro havia sumido, passei próximo à um dos pântanos, onde o carro parecia ter ficado por vinte ou trinta anos, e depois por um cactos, nunca havia visto aquele homem, nadava em volta do cactos, com uma camiseta vermelha e óculos pretos, despreocupado, seria a ultima vez, quando o anfitrião fechou o portão, percebi simultaneamente o seu cadáver, já morto, boiando em um pântano próximo. Queríamos buscar os responsáveis, o anfitrião me levou para uma quadra de tênis, em desnível aproximadamente dez ou quinze metros de outra quadra de tênis, neste momento vejo lá em baixo o assassino, ela me grita e me atira algo, não me acertou, sorte, segurei no cano que levava água até a pia e desci com sede de vingança, o matei com um bule, e fomos embora.
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