quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

One Flew Over The Cuckos Nest e o medo do Capitão Mac

No fim, vai descobrir que só nos resta isto, digo, tudo se resume à paranóia, uma criança e toda sua inocência é o que é pela completa falta de paranóias, as coisas são o que são e ponto, e um velho ignorante trata a tudo e a todos como paranóias, descobrirá que os problemas se tratam na vias deste mesmo tema, os sonhos nos atentam à paranóias que não imaginávamos mas que sempre estiveram lá, o oficio gera paranóia e o prazer é um santo remédio, a política as disfarça, a TV as esconde, os médicos, ou as confirmam ou as procuram, nunca negam sua existência, pois a vida de todos depende justamente das paranóias, ainda não percebe que os policiais as reprimem, enquanto o policiais dos policiais, vulgos juízes, cuidam para que não haja nenhuma paranóia sobre as paranóias, e se as houver para que não repita.

Você pode até não acreditar no que lhe digo, mas você é uma paranóia em pessoa num entrincheirado campo de relações sociais que as usam como combustível para o ódio ou o amor. Sua vida sem as paranóias seria igual a de todos os outros, pois é a maneira com que lhe damos com elas que define o nosso comportamento, mas, não seja tolo.

Se me perguntasse qual é a prova da existência das paranóias eu diria com muita tranqüilidade, os loucos. E se me pedisse pra explicar eu lhe diria para ir à um hospício e abrir suas portas, passariam dias e ninguém saíra, pois os loucos são tidos loucos devido apenas a um defeito, eles tem medo de suas paranóias, muitas vezes dar um passo é mais difícil que ficar parado, muitas vezes dizer sim ou não é mais difícil do que ficar calado, muitas vezes se corre, se esconde, tudo por termos medo das paranóias, somos todos loucos em um mundo que os hospícios são os portos seguros, onde se encontram os mais sábios e mais corajosos pois mesmo tendo medo de sua paranóia com nós, eles são os únicos seres no mundo que as reconhecem.

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